Questionado sobre a corrida na Áustria - começara na terceira linha da grelha de partida após na véspera ter conseguido o 7.º melhor tempo das qualificações -, e sobretudo quanto ao que acontecera nas duas últimas curvas ao passar Jack Miller (Ducati) e Pol Espargaró (KTM), Miguel Oliveira respondeu: «Foi apenas corrida. Pura corrida!».
«Fiquei contente por termos tido uma segunda hipótese e podido mudar o pneu da frente. Comecei com um de consistência média, mas não senti que fosse a escolha certa. Quando parámos mudamos para um duro», especificou, recordando a importante decisão tomada na boxe após a quinta prova do Mundial ter sido interrompida devido ao impressionante acidente de Maverick Viñales. O espanhol da Yahama ficou sem travões a 227 km/h, vendo-se obrigado a atirar-se para o chão de forma a controlar a queda. A moto acabaria por incendiar-se ao embater contra as proteções. Com a pista limpa, seguiram-se mais 12 voltas com Miguel a subir lugares.
«Senti-me de imediato melhor e isso permitiu-me andar na frente e lutar pelo pódio. Nas últimas duas curvas tirei apenas vantagem da luta diante de mim», explica. «Aqui em Spielberg, nas duas últimas curvas, se um piloto estiver muito perto, pode tentar passar. E conhecendo o Jack e o Pol sabia que iriam lutar um pouco entre si. Esperei e preparei a minha trajetória por dentro e saída», acrescentou.
Curioso é que até à volta anterior o português não sabia bem a quantas andava. «Estava a ver se tinha a certeza de que era a última volta. Durante toda a corrida, nunca consegui ver onde estava o meu pit board, por isso não sabia se o quarto classificado estava mesmo perto de mim ou não. Por isso procurei ficar-me totalmente focado na frente da corrida», revelou.