A Comissão Europeia (CE) revelou a nova proposta de regulamentação para emissões poluentes em veículos novos (Euro7), que introduz, entre outras novidades, regras para o controlo dos microplásticos e partículas emitidos por pneus e travões. Entre as reações, antes da aprovação em Conselho de Ministros da UE e Parlamento Europeu, fez eco o comunicado da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), com duas “preocupações” principais: o fraco benefício ambiental e o aumento dos preços dos automóveis novos.
“Infelizmente, o benefício ambiental da proposta da Comissão é muito limitado, enquanto aumenta fortemente o custo dos veículos. Ela está focada em situações de condução extremas, que quase não têm relevância na vida real.”, afirmou Oliver Zipse.
O presidente da ACEA e CEO da BMW considera que a norma atual (Euro 6/VI) é já a mais abrangente e rigorosa do mundo, destacando o papel da indústria na redução das emissões de CO2 e poluentes. “Efetivamente, no ano passado fizemos uma proposta muito construtiva para a Euro 7, que traria uma grande redução nos critérios de poluentes, melhorando assim a qualidade do ar”, explicou. Mas para a maior associação automóvel da Europa, a aposta forte na renovação da frota mais antiga com os mais recentes veículos Euro 6 traria benefícios maiores: juntamente com a eletrificação de veículos novos, a estratégia proporcionaria uma redução de 80% nas emissões de NOx do transporte rodoviário até 2035 em comparação com 2020, enquanto a Euro 7, mais rigorosa, reduziria as emissões de NOx em cerca de 5%...
Ainda de acordo com a ACEA, o pacote legislativo Euro 7 provavelmente não estará pronto antes de meados de 2024, especialmente considerando a longa lista de testes adicionais que abrange. As datas de implementação propostas – julho de 2025 para veículos ligeiros e julho de 2027 para veículos pesados – não são realistas, dado o grande número de modelos e variantes de veículos que precisam ser desenvolvidos, projetados, testados e aprovados antes disso. “O Euro 7 corre o risco de ser muito complexo e caro”.