BMW de nova geração chegam aos 1341 CV

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Por AF 12:00

O plano da BMW é muito ambicioso: até ao final da década, a marca alemã conta que os elétricos representem metade das vendas de carros novos. Mas, no Salão da Mobilidade de Munique, já em outubro de 2021, a marca alemã surpreendeu com a não apresentação da «New Class», designação da arquitetura técnica específica para geração nova de automóveis alimentados exclusivamente por bateria que falta no catálogo.  

Na contagem decrescente para a chegada dos «New Class», diretor técnico da marca, Frank Weber, revelou alguns detalhes. Em entrevista à Car Magazine, aquele responsável afirmou que a plataforma nova permitirá progressos significativos na autonomia e nos tempos de carregamento, na versatilidade, com progressos na ordem dos 30% nas cotas habitáveis e mais potência.

A arquitetura nova permitirá potências entre 268 cv e 1341 cv, podendo acomodar até quatro motores elétricos, um por cada roda.

Baterias para 1000 km

A próxima geração de baterias de iões de lítio da BMW – com células de formato cilíndrico –, permitirá autonomias até cerca de 1000 quilómetros, mais 30% em termos de distância do que no caso das atuais.

O SUV iX é o modelo elétrico da BMW com a maior autonomia anunciada (631 quilómetros), sendo que a sexta geração das baterias desenvolvidas pela BMW deverá ter aplicação efetiva nos modelos da marca a partir de 2025.

A densidade energética será superior à das atuais (20%) e a velocidade de carregamento também será melhorada (30% entre os 10% e os 80%). Thomas Albrecht, Diretor da BMW ('Efficient Dynamics') admite que «não se ultrapassará os 1000 quilómetros de autonomia, apesar disso ser possível. Não será necessária uma autonomia tão grande», diz.

O fabrico das novas baterias garantirá uma redução de 60 por cento ao nível das emissões de CO2 face à realidade atual e isso será atingido através do uso de lítio, cobalto e níquel reutilizados, assim como através do recurso a energia verde no contexto da produção.

O custo das referidas baterias atingirá menos 50% face às atuais – sabendo-se que representam cerca de 40% do valor a pagar por um automóvel elétrico, essa evolução deixará adivinhar uma baixa no valor da comercialização, possibilitando que haja um maior número de clientes a ter acesso à tecnologia.

A BMW já contratualizou vários acordos com as empresas CATL e EVE Energy, estando prevista a construção de duas 'gigafábricas' na China e na Europa (até 20 GWh), assim como nos Estados Unidos.

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