Mattia Binotto, diretor da Scuderia Ferrari, admitiu que a equipa estuda a possibilidade de competir no campeonato norte-americano IndyCar, provavelmente a partir de 2022. Esta confirmação surgiu poucos dias de Mario Andretti desafiar os italianos a considerarem essa hipótese.
Durante entrevista à SkySport Italia, Binotto respondeu que a entrada em campeonato novo satisfaz as necessidades da Scuderia, que não pretende reduzir a estrutura de equipa após a implementação do novo teto orçamental na Fórmula 1, que obriga a uma redução no investimento anual de 175 milhões de dólares (162 milhões de euros) para 145 milhões de dólares (134 milhões de euros) em 2021, 140 milhões de dólares (129,4 milhões de euros) em 2022 e 135 milhões de dólares (124,4 milhões de euros) em 2023.
«A Ferrari é responsável socialmente e tem de encontrar soluções profissionais para os seus funcionários. Por isso estudamos alternativas à Fórmula 1 e posso confirmar que o IndyCar, que prepara uma mudança importante nos regulamentos para 2022, com a introdução das motorizações híbridas, é uma possibilidade», revelou Mattia Binotto. Mas, Maranello equaciona outras alternativas, nomeadamente o aumento do investimento na resistência, mais atrativa após o anúncio da convergência dos regulamentos do Mundial (WEC) e do campeonato norte-americano (IMSA), com a introdução de categoria comum (LMDh) para rivalizar com os hipercarros sucessores dos LMP1. “Faremos a melhor escolha», garantiu o diretor da Scuderia.
No IndyCar, a italiana Dallara é a fornecedora exclusiva de chassis desde 2009, mas os regulamentos previstos para 2022 podem incluir mudanças tanto neste capítulo como no dos motores (Chevrolet e Honda). O campeonato é controlado por Roger Penske e o ingresso da Ferrari torná-lo-ia muito mais atrativo e competitivo.