Até agosto deste ano, no território continental, ocorreram 17.668 acidentes rodoviários com vítimas (48 ocorrências por dia, em média), dos quais resultaram 242 mortes, 1261 feridos graves e 20.630 feridos leves.
A colisão entre automóveis é a tipologia mais frequente dos acidentes, responsável por 53,3% dos sinistros e na origem de 40,9% das vítimas mortais. Os despistes atingiram 35,3% do total com 46,7% de vítimas mortais.
Quanto ao tipo de estrada ou de via, constata-se que existe um aumento das vítimas mortais e dos feridos graves (9,3% e 8,3%, respetivamente) nos arruamentos e que há um decréscimo no número de acidentes com vítimas mortais nas estradas nacionais.
Considerando as vítimas mortais, 71,9% são condutores, enquanto passageiros e peões correspondem a 14% do total.
Face a igual período de 2020, assiste-se a uma redução de 20,9 % nas vítimas mortais como passageiros e de 22,7% nos peões, a par de um aumento de 3% nos condutores.
Os acidentes com automóveis ligeiros representam 70,4 % do total e o aumento é de 4,9% relativamente a 2020. Sublinhe-se as subidas verificadas nos ciclomotores e motociclos (4,8%) e nos velocípedes (21,9%).
As infrações por excesso de velocidade e consumo de álcool diminuíram: 15,2% e 7,9%, respetivamente. Mas, nas 778 mil transgressões registadas, mais de 60% referem-se a situações de excesso de velocidade.
As infrações pelo não uso dos sistemas de retenção para crianças aumentaram (45,2%), assim como as que se referem à não utilização do cinto de segurança (22,8%).