O número um e os números um…

Grupo VW mantém-se no topo, Mercedes líder entre as marcas ‘premium’

Opinião

Por José Caetano 01-03-2018 00:00

A indústria automóvel reflete comportamentos comuns no quotidiano. Logo, é comum puxar-se a brasa à sardinha que mais convém individual ou coletivamente, nacional ou regionalmente, continental ou globalmente. E os responsáveis das marcas, negando-o, mentem, sobretudo falando-se de vendas! Ian Robertson, administrador da BMW que associa esse pelouro ao do marketing, talvez por 2018 coincidir com o final de carreira brilhante, reconhece-o. Há poucas semanas, durante encontro (secreto!) em Munique, para conhecermos as novidades do consórcio para os próximos 12 meses, confrontado com a perda para a Mercedes do estatuto de n.º 1 premium que manteve entre 2005 e 2015, disse-mo sem reservas: «Há objetivo de crescimento por trás das estratégias que adotamos. É importante sermos número um… Queremos sê-lo outra vez… Vamos sê-lo outra vez»!

Entre marcas e mercados, desconhecem-se, ainda, muitos números definitivos, mas os que existem são suficientes para mão cheia de conclusões interessantíssimas. Comece-se, então, pelo frente a frente BMW-Mercedes. A marca da estrela acabou 2017 com a melhor performance comercial de sempre, acelerando 9,9% na comparação com 2016, com 2.289.344 automóveis comercializados em todo o Mundo. Somando-se a smart, o 2.º emblema da Mercedes-Benz Cars, 2.242.369 carros (+8,8%). Agora, espantem-se…! Globalmente, a melhor quota do fabricante de Estugarda é a portuguesa, com 7,3%. Os dados da ACAP confirmam-no: o ano passado, 4.ª posição na tabela, mas mordendo os calcanhares à VW, 3.ª, que entregou só mais 200 ligeiros de passageiros (16.273 contra 16.473). E a Mercedes até acelerou menos (6,3%) do que a média do mercado (7,1%)…

Mas, se a Mercedes-Benz reivindica o estatuto de marca premium n.º 1, a BMW diz-se líder da categoria como consórcio industrial… Combinando a marca da hélice com Mini e Rolls-Royce, 2.463.526 automóveis vendidos em 2017, mais 4,1% do que em 2016. A BMW registou o 7.º ano consecutivo de crescimento, com 2.088.283 viaturas (+4,2%) e a Mini também soma e segue, publicando o melhor resultado de sempre, com 371.881 carros (3,2%). No nosso país, BMW no 5.º lugar, com 14.534 unidades (+1,9%) e quota de 6,54%.

Falando-se em matrículas e vendas, Audi fora de jogo, atrás das concorrentes alemãs, o que não significa resultados medíocres lá fora e cá dentro… Pelo contrário, a marca dos quatro anéis, com 1.878.100 carros comercializados em todo o Mundo, registou o melhor resultado de sempre, com progresso de 0,6%, comparativamente a 2016, e os 9614 veículos matriculados no nosso País são recorde nacional (1,2% de crescimento, 4,33% de quota). Estes números contribuíram para o sucesso comercial do Grupo VW, que manteve o 1.º lugar na tabela dos fabricantes, com 10.413.355 unidades (+3,9%), à frente da Toyota Motor Corporation (10.163.491, +1,7%) e da Aliança Renault Nissan (10.117.402, +6,3%).

Por países, China n.º 1, consolidando posição que ganhou em 2009, com mais de 24,72 milhões de automóveis registados em 12 meses (+1,4%), contra 17,25 milhões nos EUA (-1,8%) e previsão de 14,30 milhões na Europa (2,5%).

Ler Mais

Conte-nos a sua opinião 0

Opinião

ATENÇÃO: Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.   Saiba mais   OK