A marcha da transformação do automóvel é imparável, com eletrificação, conetividade e condução autonóma a desenvolverem-se paralelamente! Mas, a revolução depende do consumidor, mais sensível a argumentos como os preços do que à eficiência de combustível, impacto no meio ambiente e segurança rodoviária. Se os construtores não propuserem alternativas acessíveis, credíveis e válidas, motores de combustão interna, ad eternum, no top das preferências. Prova-o estudo da Mazda… A mudança de paradigma far-se-á mais ou menos lentamente, dependendo da democratização tecnológica e da educação ou reeducação dos condutores.
A Mazda privilegia a eletrificação das mecânicas térmicas e o prazer na condução com menos consumos e gases de escape. Quase 60% dos condutores europeus ainda acreditam que as mecânicas a gasolina e gasóleo têm futuro, por disporem de muito potencial de desenvolvimento. Traduzindo, os consumidores não partilham a visão que antecipa ponto final na carreira comercial dos motores convencionais, nos carros do futuro, posição com que concordamos. 31% dos inquiridos até manifestaram vontade na manutenção dos Diesel nas gamas dos fabricantes e 33% responderam que comprariam carro a gasolina ou gasóleo, considerando custos de utilização iguais aos de modelo elétrico – em Itália, a percentagem atingiu os 54%!, o que demonstra paixão por máquinas e motores.
Falando-se em autónomos, o entusiasmo diminui ainda mais. Receios do desconhecido? Só 33% dos inquiridos reconheceram alguns benefícios a tecnologia que admitiram adotar. Surpresa: os mais jovens posicionam-se na linha da frente da contestação ao progresso, neste capítulo, mesmo reconhecendo vantagens em matérias como a eficiência energética ou a segurança rodoviária.
O estudo envolveu 11.008 indivíduos de 11 países europeus, com mais de 1000 entrevistados em cada mercado-alvo. A marca de Hiroshima tem geração nova de motores (Skyactive-X), que associa o melhor das mecânicas a gasolina e a gasóleo, por isso anunciando diminuição nos consumos e nos gases de escape sem penalização da capacidade de aceleração e da performance (dois itens influenciadores do prazer na condução) e também trabalha no desenvolvimento de tecnologias autónomas, como o Co-Pilot planeado pa- ra 2025. E fá-lo de acordo com a conclusão deste estudo: 69% dos entrevistados responderam que «as próximas gerações de condutores deverão contar com a hipótese de escolha de assumirem ou não o controlo do automóvel».