A par da questão da pressão e do piso, outra situação a verificar com uma periodicidade regular é o alinhamento dos pneus. Em algumas situações, o automobilista verifica que os pneus do seu veículo têm um desgaste demasiado rápido ou irregular, podendo essa situação resultar do alinhamento deficiente dos pneus.
Um carro desalinhado, por exemplo, com um fator de 2,5 graus de convergência, pode provocar 16% a mais no consumo de combustível e pode, em simultâneo, reduzir a vida de um pneu em 20%. Acabamos assim por verificar que um pneu termina o seu ciclo de vida útil com quilometragem muito mais cedo do que, em situação normal, poderia cumprir. É assim importante que se proceda ao alinhamento dos pneus sempre que se colocam pneus novos, ou que sejamos confrontados com uma situação anómala como o embate num passeio ou a queda num buraco.
Devemos por isso, nessas circunstâncias, proceder à verificação e, se necessário, à correção da geometria do veículo. Em causa estão dois grandes ângulos, nomeadamente o sopé, que confere um desgaste muito particular aos pneus na zona dos ombros, e ainda a convergência, fator que determina a resistência ao rolamento, pois garante o paralelismo entre as rodas e, se elas não estiverem de facto paralelas, vai haver arrastamento. E, por via disso, aumento do consumo de combustível por um acréscimo de esforço mecânico e um desgaste anormal dos pneus.
Através de simples exame visual deveremos sempre analisar o estado de desgaste dos pneus e verificar se o desgaste está a acontecer de forma irregular, até porque todos os tratamentos anómalos que são feitos aos pneus ficam inscritos na sua superfície. O pneu acaba, assim, por ser a caixa negra do automóvel já que regista os erros cometidos pelo seu condutor/proprietário, seja em termos pontuais ou em períodos mais continuados.