Lexus NX

Fórmula(s) de sucesso

Apresentação

Por José Caetano 09-01-2022 07:00

Fotos: D.R.

A Lexus, para tornar-se protagonista no mercado dos automóveis de luxo, ‘contra’ Audi, BMW, Mercedes & Cia., conta com NX novo. A 2.ª geração do SUV, em Portugal, apresenta-se equipada somente com motorizações híbridas, incluindo uma ‘Plug-in’. Ao volante das versões 350h e 450h.

A Toyota, contracorrente, apresentou resultados positivos na Europa, nos primeiros nove meses do ano, com 846.904 automóveis novos matriculados, números muito acima dos registados nos períodos homólogos de 2020 e 2021, facto que explica o crescimento de 0,6% na quota, para 6,7%! A Lexus contribuiu para o sucesso, com o registo de 59.723 exemplares, maioritariamente (60%) Sport Utility Vehicles e híbridos (93%). No entanto, a divisão de luxo, ao contrário da marca generalista, que está bem preparada para o confronto com a concorrência, necessitava de impulso para rivalizar com Audi, BMW, Mercedes e Volvo! Em teoria, ganha-o com a 2.ª geração do adversário de Q5, X3, GLC e XC60, que tem o primeiro sistema PHEV do fabricante (partilha-o com o RAV4 Plug-In Hybrid).

No nosso País, no início de 2022, NX novo só com os sistemas híbridos 350h (243 cv) e 450h (309 cv). O segundo, topo de gama, tem bateria de iões de lítio com 18,1 kWh, capacidade que permite à Lexus reivindicar 69 a 76 km de autonomia. Como acontece em todos os automóveis com a tecnologia PHEV, independentemente dos números dos fabricantes, o raio de ação é sensível (hipersensível) às características da condução e a eficiência depende da recarga regular do acumulador.

No 450h, mecânica de 4 cilindros e 2,5 litros a gasolina (185 cv), dois motores elétricos (182 cv e 54 cv), um por eixo, configuração responsável pela disponibilidade de quatro rodas motrizes, e caixa automática do tipo CVT. O sistema rende o máximo de 309 cv, o que explica as performances quase desportivas (aceleração 0-100 km/h em 6,3 s!) de SUV com consumo médio homologado de 0,9 l/100 km (também de acordo com o ciclo WLTP, 20 g/km de CO2!). O sistema híbrido tem quatro programas de atuação: EV, HV, Auto EV/HV e CHG Hold. No primeiro, o NX move-se de forma elétrica, à velocidade máxima de 135 km/h, encontrando-se carga na bateria; no segundo, a eletrónica gere o funcionamento da motorização de forma automática, adaptando a atuação dos motores às exigências da condução; no terceiro, também autonomamente, mobiliza-se a potência máxima e, estabilizando-se o ritmo, regressa-se à ação no programa «zero emissões», dispondo-se de reserva de energia no acumulador. Finalmente, no quarto, a mecânica térmica recarrega a bateria.

Complementarmente, três modos de condução: eco, normal e sport. O sistema intervém no amortecimento da suspensão (mais ou menos firme), na velocidade de resposta do pedal do acelera- dor às instruções do condutor e, ainda, no nível de assistência da direção. Na gama NX, segundo híbrido, este sem sistema de recarga externa da bateria. No 350h, tração dianteira ou quatro rodas motrizes. No mercado nacional, vender-se-á apenas o primeiro, com mecânica de 4 cilindros e 2,5 litros a gasolina, com 190 cv, motor elétrico com 182 cv e caixa automática, também do tipo CVT. Nesta versão, a potência máxima diminui significativamente (apenas 243 cv), na comparação com o 450h. No entanto, no frente a frente com o original de 2014, progresso de 24%, o que explica a melhoria de 16% no arranque 0-100 km/h, para 7,7 s.

A Lexus não anunciou a capacidade da bateria, nem a autonomia do modo EV, mas informa que este programa funciona até à velocidade máxima de 125 km/h e reivindica 23 anos de experiência nas tecnologias híbridas para reclamar vantagem sobre a concorrência direta, tanto na recuperação e regeneração de energia nas desacelerações e travagens, para mais condução sem intervenção da mecânica a gasolina, como da eficiência do 4 cilindros, quando perde a assistência da máquina elétrica, por falta de carga no acumulador.

O NX estreia o sistema de info-entretenimento Lexus Interface, que tem monitor de 12,3’’, de controlo tátil, no centro do painel de bordo, direcionado para o condutor. É o elemento que mais sobressai no interior de SUV com apresentação moderna e fabricado, maioritariamente, com materiais de qualidade. Existe liberdade de movimentos no habitáculo, à frente e atrás, e abundância de equipamentos quer de conforto, quer de assistência à condução.

O conforto é a bandeira do NX, devi- do à capacidade excecional da suspensão (tanto na filtragem das irregularidades do piso como no controlo dos movi- mentos da carroçaria durante as transferências de massa), mas a Lexus otimizou a dinâmica do SUV, nomeadamente a nível da direção, agora mais precisa e rápida. A plataforma nova permitiu-o, pois baixou o centro de gravidade (20 mm). A arrumação da bateria sob o piso, na versão 450h, beneficiou a repartição do peso pelos eixos, o que tem impacto positivo no comportamento. Na 350h, o acumulador encontra-se debaixo dos bancos traseiros, posicionamento que não penaliza o espaço nos lugares posteriores, nem a bagageira.

O NX é o Lexus mais vendido na Europeu desde 2014. A importância do modelo reconhece-se, também, nisto: a maioria dos 175.000 clientes comprou automóvel à marca pela 1.ª vez! O objetivo é de crescimento na quota no segmento de 3,6% para 6%, com 36.000 exemplares/ano. Em 2020, só 13.264. Com modelo 95% novo e dois híbridos, mais possibilidades de sucesso...

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