SEAT: a ‘Alfa Romeo’ do Grupo VW

Em 2018, desenvolvendo gama desportiva e emocional ‘à italiana’, (talvez...) recorde de vendas

Opinião

Por José Caetano 28-09-2018 16:50

A história não é nova, mas o consórcio de Wolfsburg, Alemanha, com Herbert Diess como comandante, recuperou ideia dos antecesssores mais empenhados no crescimento do portefólio de companhia que é referência na indústria automóvel mundial. A SEAT, marca com imagem desportiva, tem argumentos suficientes para rivalizar com a Alfa Romeo. Os italianos vendem menos do que os espanhóis – em 2017, os primeiros entregaram mais de 115.000 automóveis, posicionando-se, pela 1.ª vez em seis anos, acima da barreira dos 100.000, mas os segundos transpuseram a fasquia dos 470.000, melhor resultado desde 2001. Em qualquer dos casos, crescimentos, mas não recordes!


Mas, quão importante é a Alfa Romeo para a SEAT?! A marca italiana, muito mais antiga do que a espanhola (fundadas em 1910 e 1950, respetivamente), é jovem, desportiva e emocional, características que tornam os produtos atrativos, teoricamente, pelo menos. O emblema integrado no Grupo VW desde 1986 impõe-se nos escalões etários mais baixos, mas não dispõe da notoriedade do transalpino, também empenhadíssimo na construção de gama nova para acelerar a produção e as vendas.


Luca De Meo, homem-forte da SEAT desde novembro de 2015, liderou a Alfa Romeo durante dois anos. O italiano de 51 anos trabalhou no consórcio depois de passar por Renault e Toyota e antes de mudar-se para a VW, em 2009. O fabricante italiano, de acordo com o plano mais recente, que o sucessor de Marchionne, Mike Manley, ainda não reconfirmou, tem como objetivo 400.000 automóveis/ano em 2022, contra os 40.000 de há cinco anos. O programa de investimento de 5000 milhões de euros anunciado em 2014 pressupunha mão-cheia de modelos novos. Até ao momento, conhecemos apenas Giulia e Stelvio.

Na história, independentemente do futuro, a SEAT nunca rivalizará com a Alfa Romeo, mas os espanhóis são ambiciosos, sobretudo após acabarem com ciclo de prejuízos (em oito anos, perdas de 1,4 mil milhões de euros)... Em 2016 e 2017, a marca ganhou dinheiro, com o Ateca como protagonista do sucesso, e o 1.º semestre de 2018 terminou com aumento de 61% no lucro. No mesmo período, número recorde de automóveis: 289.900! À vista, resultado acima da melhor performance de sempre, registada em 2000 (!), com 523.756 carros.

Com o Tarraco, o 3.º Sport Utility Vehicle (SUV) na gama da SEAT, posicionando-se acima de Arona e Ateca, garantidamente, mais crescimento e dinheiro! E antecipam-se (outras) novidades.

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