A história, sem surpresa!, repete-se pelo 21.º consecutivo: em 2018, Renault n.º 1 nas vendas de carros novos em Portugal, à frente de Peugeot e Mercedes!
A marca alemã beneficia de conjunto favorável: privilegiando compactos e motores pequenos, passou a dispor de catálogo à medida do mercado nacional. O emblema da estrela progrediu uma posição na tabela dos ligeiros de passageiros, aproveitando o trambolhão da Volkswagen, que baixou de 3.ª para 9.ª, incapaz de mascarar os problemas tanto com o importador – o maior distribuidor europeu (Porsche Holding Salzburg) prepara a tomada do controlo da SAG Gest de João Pereira Coutinho, proprietária da SIVA, que acumula prejuízos –, com a obrigatoriedade de cumprimento das regras impostas pelo protocolo de homologação WLTP, que substituiu o NEDC, a razão por trás das baixas na gama que reduziu, ainda, a capacidade competitiva e a expressão do segundo emblema mais relevante do consórcio, a Audi, que ficou fora do top-10, com queda da 10.ª posição para a 16.ª, como nº 4 na categoria premium (luxo), atrás da Volvo.
O resultado antecipava-se, mas os quatro meses finais de 2018 agravaram o problema, com setembro, outubro, novembro e dezembro no vermelho, no frente a frente com o mesmo período de 2017. Mas, independentemente deste abrandamento na procura, o mercado nacional encerrou no verde: na comparação com 2017, crescimento de 2,6%, com 228.290 matrículas de ligeiros de passageiros. Um sinal de resiliência…
Nos mais de 2018, Renault (+3,7%), Peugeot (+8,9%), Nissan (+16,2%), Fiat (+15,5%), Citroën (+18%), Toyota (+17,7%), Seat (+16,7%), Volvo (+10,5), Hyundai (+32,3%) e, ainda no top-20, Mitsubishi (21,2%). Destaques entre os destaques, a marca do losango também aumentou a quota de mercado, de 13,56% em 2017 para 13,67% em 2018, o emblema do leão acompanhou-a no movimento, transpondo a fasquia dos 10%, com 10,07% em 2018, contra os 9,50% de 2018 e o maior fabricante nipónico registou progresso impressionante nas vendas de automóveis eletrificados (54,5%), com os híbridos a representarem muito mais de metade (58,4%) das vendas. Globalmente, no nosso País, a Jeep foi o fabricante que mais progrediu, acelerando 401,4% (!) de 2017 para 2018 (ou 1149 matrículas em vez de apenas 289), consequência positiva da passagem do negócio para as mãos da filial da Fiat Chrysler Automobiles (FCA).
Nos menos, não por acaso, três marcas representadas pela SIVA Volkswagen (-24,7%), Audi (-49,5%) e Skoda (-21,4%). A BMW também desacelerou (5.º), mas manteve quota de mercado acima dos 6%. Considerando-se o posicionamento da marca, menos mal, exceto comparando os números com os da Mercedes. A marca da estrela acelerou só 1,2%, conseguindo 7,21% das vendas de ligeiros de passageiros no nosso País, contra os 7,33% alcançados o ano passado.