Puna-se mais os infratores, sim!

Governo tem proposta para agravamento das multas por utilização do telemóvel na condução

Opinião

Por José Caetano 21-10-2019 09:05

O Governo tem uma proposta de decreto-lei que prevê o aumento para mais do dobro das multas por utilização do telemóvel na condução. O diário Público antecipou a informação. Esta medida, confirmando-se a implementação, merece-nos muitos aplausos, por reconhecermos o agravamento do problema. Observamo-lo todos os dias. O mau comportamento entranhou-se nos hábitos dos condutores, devido a insensibilidade às normas do civismo que não é nova, nem exclusivo nacional. No entanto, no nosso país, os números da sinistralidade rodoviária aceleram mais do que travam e o mal tem de cortar-se pela raiz. Não existindo soluções que garantam resultados instantâneos, castiguem-se mais os infratores.


Pessoalmente, nenhuma dúvida sobre o impacto negativo (e enorme...!) dos telemóveis na condução. Quase de certeza, mais do que as chamadas, mensagens de texto (SMS) na origem de acidentes, com a escrita ou o envio e a receção ou a leitura responsáveis por distrações. O progresso tecnológico provocou epidemia que não condenamos socialmente, pelo menos da mesma forma que o consumo excessivo de álcool.


Na legislação em vigor, a utilização do telemóvel durante a condução é punida com multa entre 120 e 600 euros, somando-se-lhe a pena acessória de subtração de dois pontos à carta de condução. Confirmando-se o «sim» à proposta de decreto-lei, coimas de 250 a 1250 euros e menos três pontos. Suficiente? Não, muito provavelmente, mantendo-se a ausência de investimentos em campanhas que alertem para as consequências dos comportamentos de risco e promovam o aumento do civismo na estrada, que são cada vez mais necessárias!


Recentemente, empresa da área seguradora revelou os resultados (pouco surpreendentes...) de estudo sobre os comportamentos dos portugueses na estrada. E o reconhecimento dos excessos preocupam-nos. É ação consciente sem reação! Entre as conclusões no documento da Liberty Mutual, 81% dos inquiridos admitiram conduzir em excesso de velocidade com frequência e 74% reconheceram que utilizam o telemóvel durante a condução, também regularmente, para realizarem chamadas, escreverem mensagens e lerem notificações, embora apenas 50% considerem que o comportamento provoca distrações. Na Europa, piores, apenas os espanhóis (56%).


Outro comportamento de risco muito comum entre os condutores portugueses: 47% admitem acelerar nos semáforos, depois de confrontados com mudança de verde para amarelo.

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Ruben103
21-10-2019 09:45

Pessoalmente sou da opinião que vai de encontra ao título do artigo. Desde, telefone, condução perigosa e não defensiva, excessos das mais variadas naturezas, DEFICIENTES ipo's, o desprezar a integridade física ou psicológica dos demais condutores, quer por "esquecimento"de ligar luzes a noite...

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